Ministros são barrados no Pará - 25/11/2003
Local: Rio de Janeiro - RJ
Fonte: Jornal do Brasil
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Fazendeiros impedem ato contra trabalho escravo Brasília - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estuda a possibilidade de acionar judicialmente o Country Clube de Redenção, no Sul do Pará, cuja diretoria impediu, ontem, a realização de um ato público, previamente marcado, para o lançamento da Campanha Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. A informação foi passada, de Redenção, pelo coordenador da Comissão de Direitos Sociais do Conselho Federal da OAB, Roberto Caldas. Ele participava da comitiva barrada pelo clube, e que tinha à frente o secretário Nacional dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, além do ministro Lélio Bentes, do Tribunal Superior do Trabalho. O advogado Roberto Caldas acha que o clube de Redenção pode ser acionado por ''impedimento à livre iniciativa da cidadania''. - Essa atitude vai contra a liberdade de reunião. Além disso, o ato público, que reunia autoridades federais, locais e lideranças civis estaduais, já estava programado - acrescentou Caldas. Integrantes da comitiva da Campanha de Erradicação do Trabalho Escravo apontaram como um dos principais responsáveis pela proibição do ato no clube de Redenção o vice-presidente da Federação da Agricultura do Pará, Luciano Guedes, que já presidiu o sindicato rural do município. Fazendeiros da região - ainda de acordo com o representante da OAB - espalharam faixas pela cidade de 80 mil habitantes criticando a campanha, mas ela acabou sendo lançada na sede da Associação Atlética do Banco do Brasil, sob proteção da Polícia Federal. Luiz Orlando Carneiro
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