Incra e Inpe vão monitorar os assentamentos e os imóveis rurais no País - 26/04/2009
Local: Internacional - AC
Fonte: Terra Magazine
Link: http://terramagazine.terra.com.br
Altino Machado O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou que começou a delinear uma parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para aperfeiçoamento da gestão ambiental de 8,2 mil assentamentos e o controle do cumprimento da função social dos imóveis rurais no país, a partir da análise e tratamento de dados obtidos via satélite. As tecnologias desenvolvidas pelo Inpe poderão ser utilizadas por técnicos do Incra para acompanhar a ocupação e o uso do solo. As parcerias entre instituições fazem parte da política de governo para a promoção do desenvolvimento sustentável. A parceria permitirá mostrar com transparência o modelo de agricultura adotado pelos assentados. O monitoramento ambiental do Inpe por satélites é reconhecido internacionalmente pela excelência e pioneirismo. Na Amazônia Legal, o Inpe verifica a taxa de desmatamento há 20 anos por meio do sistema Prodes, com cobertura de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados todos os anos. O sistema é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo e está em constante aperfeiçoamento. Técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento similares às utilizadas pelo Inpe desde 2003 para mapear a área cultivada com cana de açúcar também serão empregadas para gerenciar os assentamentos. Sistemas de monitoramento Começa neste domingo, no Centro de Convenções de Natal (RN), o XIV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), quando o Inpe apresentará seus sistemas de monitoramento ambiental por satélites. O SBSR é promovido a cada dois anos pelo Inpe e pela Sociedade de Especialistas Latino-americanos em Sensoriamento Remoto (SELPER). Cerca de 1.500 pessoas devem participar de seus cursos, workshops, mesas-redondas, palestras e sessões, além de uma exposição técnico-científica. Como parte da programação oficial do "Ano da França no Brasil", as principais características e aplicações dos satélites franceses serão apresentadas na terça-feira (28). A sessão especial "Sensoriamento Remoto na França: História e Perspectivas" irá mostrar os grandes passos da história do Programa Espacial Francês e como os avanços da tecnologia espacial naquele país podem ser úteis para a sociedade e para o desenvolvimento sustentável. Brasil e França colaboram em estudos na área espacial há vários anos. No final de 2008, durante a vista do presidente francês Nicolas Sarkozy ao Brasil, o Inpe e o Institut de Recherche por le Développement (IRD) firmaram entendimento para ampliar e aprimorar a cooperação mútua em áreas específicas da ciência, tecnologia e inovação espaciais. Outro destaque da programação desta terça-feira no SBSR é a mesa-redonda "Monitorando o Desflorestamento da Amazônia com Sensoriamento Remoto", da qual participam Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do Inpe; Carlos Souza Jr, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon); e Solange Costa, do Sistema de Proteção da Amazônia (S). Desde 1988, o Brasil produz estimativas anuais das taxas de desflorestamento da Amazônia usando dados de satélite, especialmente os da série Landsat. A partir de 2004, dados de alta resolução temporal do sensor Modis passaram a ser usados em sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Imagens de radar também vêm sendo testadas para complementar os sistemas que operam na faixa do visível e infravermelho, como alternativa nas áreas cobertas por nuvens na Amazônia.
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