Índios isolados fotografados pela primeira vez no Acre - 25/05/2008
Local: Internacional - AC
Fonte: A Tribuna
Link:
O site Terra Magazine, hospedado no Portal Terra (www.terra.com.br) e editado pelo jornalista Bob Fernandes destaca três reportagens sobre o encontro com os índios isolados da fronteira entre o Acre e o Peru, fotografados pela primeira vez. O texto é do jornalista acreano Altino Machado e as fotos de Gleilson Miranda e foram feitas depois de 20 horas de sobrevôo da região, nas cabeceiras dos rios Envira, Purus e Humaitá, em avião contratado pelo governo do Acre para a expedição comandada pelo indigenista José Carlos Meireles, coordenador da Frente de proteção etnoambiental da Funai. Os índios, até então chamados de invisíveis, estavam em uma clareira com malocas nas cabeceiras do Igarapé Xiname, conhecido também por Cachoeira. A clareira foi identificada, inicialmente, através do Google Maps, por técnicos da Funai, em Brasília, que repassaram informações para Meireles e sua equipe. Um vôo de observação foi negociado junto ao governo do Acre, que acertou o pagamento do aluguel de um monomotor adaptado a filmagens e destacou o fotógrafo Gleilson Miranda e um cinegrafista para acompanhar a equipe. No momento do encontro, as mulheres, que usam saiotes de algodão cru e as crianças fugiram para a mata e os guerreiros, pintados de urucum e jenipapo, tentaram atacar o avião a flechadas. O tipo físico - os homens raspam o cabelo da testa ao alto da cabeça e deixa atrás longas cabeleiras - e o tipo de malocas usadas sugerem que eles sejam um povo distinto dos já conhecidos até agora. A suspeita é que tenham penetrado no Brasil fugindo da exploração madeireira na Amazônia peruana. Mais dói grupos de índios isolados que constroem malocas e um povo nômade (masko) foram identificados no extremo oeste acreano e estão sendo protegidos. Governo irá abrir posto de fiscalização para proteger índios O governador Binho Marques autorizou a abertura de um posto de fiscalização para proteger os índios isolados de qualquer contato traumático com a civilização, segundo garantiu ao indigenista José Carlos Meireles. O posto ficará no igarapé Santa rosa, em Santa Rosa do Purus, próximo da fronteira com o Peru. Já existem outros dois postos de fiscalização e vigilância de índios isolados, atuando nas cabeceiras dos rios Breu, Envira, Tarauacá, Jordão e Humaitá. Cada posto custa cerca de R$ 300 mil por ano. Mais informações sobre o assunto no link http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2906053-EI6578,00.html
imprima esta notícia
envie por e-mail
|