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Fiscalização contra desmatamento pode levar 2 meses - 27/02/2008

Local: São Paulo - SP
Fonte: Agência Estado
Link: http://www.estadao.com.br/agestado/


A Operação Arco de Fogo, que combate o desmatamento na Amazônia, pode demorar pelo menos dois meses só para fazer a fiscalização nas 90 madeireiras de Tailândia, 235 quilômetros ao sul de Belém.  O Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o órgão responsável por fazer a verificação da papelada, levou o dia todo de ontem para olhar os documentos de uma única madeireira, a DK, uma empresa entre pequena e média.

Para a ação, a Força Nacional de Segurança mobilizou 156 homens; a PF, outros 70.  O Ibama, porém, apareceu com 24 agentes, mas até ontem não os havia utilizado todos.  A DK é uma das 21 madeireiras que têm licença, mas o Ibama encontrou cerca de mil metros cúbicos de madeira sem origem.  Por isso, a empresa deverá ser multada.  Bruno Versiani, coordenador da operação pelo Ibama, diz que não está preocupado com a demora no trabalho.  “Não tenho pressa.  Esse é um tipo de coisa que não permite erros.”

A Secretaria do Meio Ambiente do Pará (Sema) emprestou dez agentes ao Ibama.  “Quando a equipe estiver completa, vai dar para fazer duas madeireiras por dia.  Fazendo as contas, vamos gastar dois meses”, calculou Versiani.  Na Operação Arco de Fogo de Tailândia, cabe à PF uma função muito mais burocrática que de ação.  Todas as irregularidades que forem encontradas pelo Ibama terão de ser transformadas em uma ocorrência policial, que depois seguirá para o Judiciário.

Para o coordenador da campanha Amazônia da ONG Greenpeace, Paulo Adário, a presença do Estado na Amazônia ajuda a reduzir ações ilegais, mesmo que a operação demore para ser cumprida.  “Pode haver a intensificação do desmatamento em outras áreas sim, mas é preciso levar em conta o papel da exemplificação”, afirma.  As informações são do jornal O Estado de S. Paulo (AE)


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