Para ONG, zona rural brasileira ainda registra condições precárias de trabalho - 01/02/2008
Local: Brasília - DF
Fonte: Agência Brasil - EBC
Link: http://www.agenciabrasil.gov.br/
Marco Antônio Soalheiro O relatório anual de direitos humanos divulgado hoje (31) pela organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch diz que a libertação de aproximadamente 26 mil pessoas que estariam trabalhando em condições análogas à escravidão no Brasil, desde 1995, não foi suficiente para erradicar este tipo de delito. "O uso do trabalho forçado é ainda um problema sério nas áreas rurais do Brasil, apesar de esforços do governo para expor essas violações", afirma o documento. A ONG destaca que a Comissão Pastoral da Terra (CPT), grupo da Igreja Católica que defende os direitos dos trabalhadores rurais, alega receber aproximadamente 300 denúncias de trabalho forçado por ano, das quais o governo só investigaria a metade. O documento ressalta a não-punição de pessoas que mantém trabalhadores em condições análogas à escravidão. Os relatos indicam a morte de 39 pessoas em conflitos rurais no país em 2006. O documento também destaca que missionários deixaram o Mato Grosso depois de receber ameaças de proprietários de terra. "Grupos indígenas e trabalhadores sem terra enfrentam ameaças, ataques violentos e assassinatos como conseqüência de disputas de terra em áreas rurais", detalha o relatório.
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