Imagens iguais podem levar a números bem diferentes - 29/01/2008
Local: São Paulo - SP
Fonte: O Estado de S.Paulo
Link: http://www.estado.com.br/
Herton Escobar As mesmas imagens de satélite podem produzir dados muito diferentes sobre o desmatamento, dependendo da metodologia usada para interpretá-las. Análises produzidas pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ONG com sede em Belém, mostram redução de 21% no desmatamento em Mato Grosso entre os meses de agosto e dezembro, comparado ao mesmo período de 2006. No Pará, houve aumento de 74%. O Imazon utiliza as mesmas imagens de satélite que o Inpe, mas usa metodologia diferente para produzir relatórios mensais sobre o desmatamento no Pará e em Mato Grosso. "A matéria-prima é a mesma, mas o processamento pode criar diferenças importantes", diz o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Imazon. "Em dezembro, por exemplo, o Inpe detectou muito mais desmatamento em Mato Grosso do que nós. No Pará, registramos o dobro de desmatamento do que eles." O Inpe registrou 538 km² desmatados em Mato Grosso em dezembro. Para o Imazon, foram menos de 2 km². No geral, diz Veríssimo, os totais anuais da Amazônia são bastante parecidos nos dois sistemas, apesar das variações dos dados mensais e por Estado. Os números do Imazon confirmam o crescimento acelerado do desmatamento nos últimos meses de 2007, só que mais concentrado no Pará. "Nosso sistema de monitoramento de florestas é reconhecidamente o melhor do mundo e temos muito orgulho disso", afirmou o diretor do Inpe, Gilberto Câmara.
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