Jornal inglês diz que Brasil teve de admitir má notícia - 26/01/2008
Local: São Paulo - SP
Fonte: O Estado de S.Paulo
Link: http://www.estado.com.br/
Pedro Dantas O aumento do desmatamento da Amazônia nos últimos meses foi destaque em grandes jornais do mundo O aumento do desmatamento da Amazônia nos últimos meses foi destaque em grandes jornais do mundo. O inglês The Guardian afirmou que, depois de anunciarem a diminuição da derrubada da floresta, os ministros de Lula tiveram de admitir as más notícias. O jornal The Washington Post também noticiou os novos índices e afirmou que o País iria aumentar o policiamento na região. A reportagem do The Guardian era extensa e foi publicada também no site do jornal. O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, foi citado. "Nós nunca vimos algo assim antes na Amazônia", disse ele. O Greenpeace, no Brasil, também foi ouvido. O diretor da ONG para a Amazônia, Paulo Adário, afirmou ao jornal inglês que o problema é econômico. "Sempre que o preço da carne e da soja aumentam, cresce também o desmatamento", disse. O jornal The Washington Post lembrou em sua edição de ontem que o assunto foi tratado numa "reunião de emergência" entre o presidente Lula e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A publicação traz uma fotografia, divulgada pela Agência Brasil, que mostra uma área queimada da Amazônia. Abaixo-assinado No Brasil, a atriz Christiane Torloni lidera uma campanha contra o desmatamento da Amazônia. Ela e os colegas Juca de Oliveira e Vitor Fasano já reuniram 600 mil assinaturas em um abaixo-assinado. A intenção é entregar o documento ao presidente Lula quando conseguirem 1 milhão de assinaturas. "O que acontece lá é uma guerra. Madeireiros armados levam os carregamentos nas balsas. Os fiscais do Ibama ficam acuados e a população, com medo", diz Christiane. Musa do movimento Diretas Já em 1984, Torloni se envolveu em diversas causas nos últimos anos. Militou contra a violência após sofrer um assalto em 2006, e embarcou em 2007 no polêmico Cansei. Agora, defende o movimento Amazônia Para Sempre.
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