Prefeitos contestam ranking - 26/01/2008
Local: Rio de Janeiro - RJ
Fonte: Jornal do Brasil
Link: http://jbonline.terra.com.br/
A explicação do primeiro e do terceiro município que aparecem no ranking dos que tiveram mais desmatamento entre agosto e dezembro do ano passado é praticamente a mesma A explicação do primeiro e do terceiro município que aparecem no ranking dos que tiveram mais desmatamento entre agosto e dezembro do ano passado é praticamente a mesma. Para os prefeitos de Marcelândia e Querência, ambos no Mato Grosso, o grande número de áreas queimadas no ano passado pode ter sido confundido com a realização de desmatamentos. Na quinta-feira, o governo federal divulgou uma lista de 36 municípios que terão prioridade nas ações de prevenção e controle do desmatamento, identificados com base em monitoramento por satélite. Nessas cidades, já estão proibidas novas autorizações de derrubadas. Na quarta-feira, o Ministério do Meio Ambiente o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apresentaram dados que mostram a devastação de 3.235 quilômetros quadrados na região amazônica de agosto a dezembro de 2007. Controle imenso Adalberto Diamante, prefeito de Marcelândia, que foi apontada como a cidade que mais desmatou nos últimos cinco meses de 2007, diz que há um controle intenso da Secretaria Estadual de Meio Ambiente na região e que não houve desmatamento no ano passado. - Tivemos queimadas descontroladas no município, que estão aparecendo nas imagens de satélite como desmatamento - afirma. O prefeito diz que irá fazer um levantamento detalhado da situação do município, em parceria com organizações não-governamentais e institutos. O prefeito de Querência, Fernando Goergen, que ficou em terceiro lugar na colocação, também contesta a informação do Inpe. - Devem ter confundido queimadas de pasto com desmatamentos - afirma, lembrando que no ano passado houve um grande número de áreas queimadas na cidade. - É uma inverdade o que estão publicando - insiste o prefeito. Segundo ele, tanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) quanto a Secretaria Estadual do Meio Ambiente fazem uma fiscalização bastante rigorosa em relação aos desmatamentos na região. Para o presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Asibama), Jonas Corrêa, se houvesse um número maior de servidores no Ibama e se a remuneração dos funcionários fosse melhor, os dados sobre o desmatamento na região amazônica poderiam ser melhores. - Haveria mais condições de fazer uma fiscalização adequada - avalia.
imprima esta notícia
envie por e-mail
|