Senador anuncia projeto de sequestro de carbono urbano no Tocantins - 09/06/2002
Local: Curitiba - PR
Fonte: Ambiente Brasil
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O senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) comunicou na última quinta-feira o lançamento, em Tocantins, do projeto de Seqüestro de Carbono Urbano. Por meio do plantio de florestas para a absorção do CO² (gás carbônico), dentro de alguns meses Palmas poderá comercializar ar puro para as indústrias poluentes de todo o mundo. Os princípios que fundamentam a comercialização de créditos de carbono, segundo explicou Eduardo Siqueira Campos, foram definidos pelo Protocolo de Kyoto. O mecanismo consiste em permissão para que os grandes emissores (empresas ou países) de CO² comprem cotas de empresas ou países com capacidade de desenvolver atividades ou ações de resgate de gases poluentes da atmosfera e abatam essas cotas do seu volume de geração de CO². Uma das formas do chamado "seqüestro de carbono" é desenvolvida por empresas potencialmente poluidoras que assumem o compromisso de recuperação e reflorestamento de áreas degradadas. A quantidade de carbono absorvida e o oxigênio liberado são medidos e estes números apresentados a organismos internacionais para que eles possam intermediar a compensação financeira desta diminuição na emissão de gás carbônico. A expectativa é que o projeto arrecade aproximadamente R$ 400 mil por ano com a venda do "carbono seqüestrado" do ar da capital do Tocantins. Cada tonelada de carbono equivale a cerca de 10 dólares. Em todo o mundo, somente Paris desenvolve programa tão arrojado, segundo informou o senador. Ele acrescentou que foi informado pelo Instituto Ecológica – que participa da parceria com a Agência do Meio Ambiente e Turismo do estado para implantar o projeto de seqüestro de carbono urbano – que Palmas será projetada internacionalmente, enquadrando-se no mercado exterior de CO². A quantidade de área verde por habitante em Palmas, de acordo com o senador, já ultrapassa a marca de 45 metros, número superior à média brasileira, que gira em torno de 14 a 18 metros por habitante. Além daquela cidade, Eduardo citou os municípios tocantinenses de Taquaruçu e Serra do Monte do Campo como exemplos de administrações ecologicamente corretas. (Agência Senado)
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