Com apenas 20 anos de existência, o município de Parauapebas tem sua história completamente forjada nas entranhas da selva amazônica, de onde homens e máquinas extraem há décadas diversos tipo s de minérios. Ainda no final da década de 60 foi descoberta a maior reserva mineral do mundo no Sudeste do Pará, às margens da PA 275. O governo dos militares concedeu à Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) o direito de explorar minério de ferro, ouro e manganês no local, antes habitada por índios Xikrins do Catetté. Em 1981, deu-se início da implantação do Projeto "Ferro Carajás".
Em 1984, garimpeiros de Serra Pelada ocuparam o povoado para obrigar o governo a lhes dar o direito de explorar o ouro da Serra Pelada. No ano seguinte, teve início a luta pela emancipação política da região. Parauapebas, ainda pertencente à Marabá, só teve autonomia administrativa após quatro anos de movimentos favoráveis ao desligamento político da "matriz", em 1988. A vila, por meio de plebiscito, se tornou município a partir da Lei Estadual nº 5.443/88 de 10 de maio de 1988.
Ainda em 1985 o presidente José Sarney enfim inaugurou a Estrada de Ferro Carajás. Por influência direta da ferrovia, exploração mineral é sua principal fonte econômica. Situam-se no município empreendimentos na área de mineração, especialmente os da CVRD com a extração do ferro de Carajás, do ouro do Igarapé Bahia, e o manganês do Azul. Destacam-se também a crescente atividade agrícola e a exploração da madeira. A cidade tem aproximadamente 290 mil cabeças de gado.














